Olá!!!
Há tempos venho aqui, contar um pouco da história da Bruna. E confesso, que muito me faz bem. É como se estivesse em um divã, contando aquilo que mais me dói e me faz sofrer. Ou não , conto coisas felizes .
A vida sempre nos surpreende, com fatos que realmente não sabemos como e onde, irá acabar. E estou neste momento surpresa como a vida, lutei tanto e ainda luto pela reabilitação da minha filha. Todos os dias quando acordo, é pensando na medicação, se está ou não atrasada. Que tipo de exercício vou realizar com ela . Muitos foram os profissionais ,que atenderam e contribuirão para evolução dela.Passamos por duas instituições renomadas, as duas me passaram a sensação de abandono, é abandono sim. Uma dizia que atenderia por um período e daria alta, que este é o procedimento . E eu sempre me perguntava. Como assim alta? Eles não dizem que o processo de recuperação é pra vida toda? E simplismente dão alta? Tem também a questão do entendimento. Eles diziam que se o paciente não tem entendimento, não pode fazer as terapias. Eu me pergunto: Mas esse ser pode atrofiar ? E se fosse o filho do dono desta instituição? Com certeza ele não pensaria desta forma.
Durante este tempo todo, fui aprendendo algumas coisas, ouvindo o que é bom fazer, quais exercícios.
Lancei mão de algumas terapias alternativas , que foram deveras uteis. A Bru fez :acupuntura, reike, cromoterápia, fitoterápia ,florais e etc. E falta fazer equoterapia e hidro . Estou correndo atrás pra fazer estas duas terapias que tenho certeza será muito bom .E, em uma outra instituição, consegui por o tal botox. Muito usado em pacientes como a Bruna. Na época fiquei com medo, de tanto que me falaram, olha tem que alongar. Palavra de ordem alongamento. E isso aconteceu enquanto estávamos internadas na instituição , 40 dias. Aceitei e aceitaria novamente para fazer o melhor por ela. No antes da alta,me fizeram uma entrevista.Me perguntaram; você tem carro? Eu ingenuamente e sinceramente respondi : Não .
Que pena, mal sábia eu que este era o código, para não atenderem a Bruna em pós alta, não sei porque cargas, eles não aceitam quem não tem veículo. Pra mim um forma de segregar as pessoas. Fiquei e estou indignada . Ou seja minha filha pos botox foi pra casa . Sem assistência , e lá fui eu, procurar uma clínica de fisioterápia pra minha filha. E tome porta na cara. E liga pro convênio para atendimento domiciliar, e mais uma vez negaram . E fico eu de cá pra lá atrás de apoio. Bem o botox já se deram os quatro meses, que é o tempo que fica no organismo. E lá vou eu sem jamais desistir correr atrás de tudo de novo. Ainda mais agora que a Bruna fica em pé sozinha que vitória.
Estou começando achar, que a melhor Instituição que Bruna pode ser atendida chama-se Família.
Essa não abandona. Muito menos segrega. Fica a DICA.
Bjo Tânia
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